A ORIGEM DO TAROT

A origem do Tarot está envolta em mistério e suposições, permanecendo a dúvida se esta arte divinatória é centenar ou milenar. Até à sua disseminação no território europeu, por volta do séc. XIV, o seu percurso é obscuro e sem consenso entre estudiosos, que se dividem entre aqueles que acreditam que o Tarot tenha origem no Antigo Egipto, na Alexandria – cidade fundada por Alexandre, O Grande, ou no Islão.

A tese que data a origem do Tarot ao Antigo Egipto assenta na descoberta de gravuras semelhantes a alguns dos Arcanos Maiores no altar do templo de Ptah, divindade egípcia construtora do mundo e dispensadora da vida. Em contrapartida, a tese que data a sua origem à Alexandria é mais mitológica, sem suporte histórico real. Esta possibilidade liga a origem do Tarot à destruição da Biblioteca de Alexandria no início da Idade Média, supondo que sábios decidiram então preservar a sabedoria da Antiguidade criando os Arcanos presentes nas cartas de Tarot.

Ainda quanto à origem do Tarot, há também quem o associe às cartas islâmicas Mamluk, introduzidas na Europa entre 1375 e 1378. As cartas Mamluk continham copas, espadas, moedas e tacos de polo - que eram vistos pelos europeus como bastões. Também incluíam cortes compostas por um rei e dois subalternos. Mais tarde, o Louco, os trunfos e um conjunto de rainhas teriam sido adicionados ao sistema.

Figura 1 Cartas de Mamluk

O TAROT NA EUROPA

Sobre a origem do Tarot tudo são, na verdade, conjeturas. O percurso do Tarot apenas se torna mais claro a partir do séc. XIV, época em que terá chegado à Europa.

Por essa altura, artistas europeus começaram a criar cartas de baralho para jogos, que apresentavam quatro naipes com elementos ilustrativos semelhantes aos utilizados até hoje: cajados ou varinhas, discos ou moedas, copos e espadas. Posteriormente, artistas italianos começaram a pintar cartas adicionais, fortemente ilustradas, para adicionar às cartas já existentes. Nessa época era comum a criação de baralhos para famílias nobres, adicionando membros da família (presentes nos baralhos atuais como Rei, Rainha, Cavaleiro e Valete) e as cartas de trunfo. Alguns destes baralhos têm sido utilizados até aos dias de hoje, como o Baralho de Visconti-Sforza (das famílias Visconti e Sforza, governantes do Ducado de Milão entre 1395 e 1499), que chegou a contar com vários duques e barões entre seus números.

Figura 2 Baralho de Visconti-Sforza

Apenas a partir da criação da tipografia por Johannes Gutenberg, em 1455, foi possível massificar a produção de baralhos e torná-los acessíveis a jogadores de estratos sociais menos elevados. Esta inovação permitiu a larga disseminação do Tarot de Marselha, assim conhecido por ter sido originalmente produzido e comercializado na região de Marselha, em França.

Figura 3 Baralho de Marselha

O TAROT, O EGIPTO E A CABALA

A associação da origem do Tarot ao Antigo Egipto foi também perpetuada pelo maçom e ex-ministro protestante francês Antoine Court de Gebelin, em 1781, com a publicação de uma análise complexa do Tarot, na qual revelou o simbolismo do Tarot como derivado dos segredos esotéricos dos sacerdotes egípcios.

Ao longo da sua análise, Gebelin explica o simbolismo detalhado da arte do Tarot, ligando-o às lendas de Ísis, Osíris e outros deuses egípcios. Gebelin afirma também que esse antigo conhecimento oculto teria sido levado a Roma e revelado à Igreja Católica, que o queria desesperadamente manter em segredo.

Apesar de o trabalho de Gebelin não ser então realmente suportado por nenhuma evidência histórica, isso não impediu os europeus de, a partir do início do século XIX, iniciarem a criação de baralhos produzidos com obras de arte baseadas especificamente na análise de Gebelin.

Mais tarde, em 1791, o ocultista francês Jean-Baptiste Alliette lançou o primeiro baralho de Tarot projetado especificamente para fins divinatórios, e não como um jogo de salão ou entretenimento. Apenas alguns anos antes, o mesmo havia respondido ao trabalho de Gebelin com um livro explicando como utilizar o Tarot para fins divinatórios.

Figura 4 Baralho Egípcio

À medida que o interesse oculto no Tarot se expandiu, este tornou-se mais associado à Cabala e aos segredos do misticismo hermético. No final da era vitoriana, o ocultismo e o espiritismo tornaram-se passatempos populares para famílias entediadas da classe alta e não eram incomuns festas em que se faziam leituras de “sorte” ou sessões espíritas (estas últimas inspiradas nos escritos de Allan Kardec, que viria a ser o pai do Espiritismo).

O TAROT DE RIDER-WAITE

Um dos baralhos mais conhecidos e utilizados em todo o mundo é o Tarot de Rider-Waite (também conhecido por Waite-Smith), idealizado pelo místico americano Arthur Edward Waite e pintado pela artista Pamela Colman Smith.

O ocultista britânico Arthur Waite era um membro da Ordem Golden Dawn - e aparentemente um inimigo de longa data de Aleister Crowley, que também estava envolvido no grupo e seus vários ramos. Juntamente com a artista Pamela Colman Smith, Waite criou o baralho Rider-Waite Tarot, publicado pela primeira vez em 1909.

Figura 5 Baralho de Rider-Waite

Por sugestão de Waite, Smith buscou inspiração na obra da Sola Busca, havendo muitas semelhanças de simbolismo. Smith foi a primeira artista a ilustrar os arcanos menores com personagens e imagens representativas, em vez de utilizar apenas conjuntos de copas, moedas, paus ou espadas. Também apelidado de baralho de Waite-Smith, em reconhecimento ao trabalho artístico de Smith, integra grandemente o simbolismo cabalístico, sendo por isso tipicamente utilizado como padrão em livros instrucionais sobre Tarot.

Graças ao trabalho de Smith e a toda a simbologia inserida por Waite, este baralho tornou-se icónico e é atualmente não somente um dos mais utilizados, mas também fonte de inspiração para a criação de inúmeros baralhos atuais, que seguem o formato e o estilo de Rider-Waite adaptando-o ao seu próprio tema.

O Tarot parece ser uma arte intemporal e infinita, sendo a ferramenta divinatória mais amplamente utilizada e continuando a evoluir com novas interpretações que ligam a sua simbologia a diferentes religiões, culturas e artes.

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