A LÓGICA DA LEI DO KARMA

O Karma (ou carma) é um conceito proveniente das religiões budista, hinduísta e jainista que significa ação. Pode ser entendido através da lei da física que estabelece que "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário". O que queremos dizer é que o Karma é a reação, ou consequência, às ações que praticamos.

A lei do Karma é imutável e abordada por várias religiões como justiça divina. Esta lei fala-nos de causa-consequência, centrando-se no facto que, se praticamos ações negativas recebemos consequências negativas, e se praticamos ações positivas recebemos consequências positivas. Ou seja, o equivalente àquilo que enviamos para o Universo ser-nos-á retornado, mais cedo ou mais tarde.

O propósito do Karma é revelar-nos o impacto das nossas próprias ações nos outros e no mundo, relembrando-nos da importância dos comportamentos individuais e de que estes devem ser corretos e positivos para que possa existir uma coexistência harmoniosa.

Não se deve confundir Karma com Dharma. Sendo um conceito distinto, o Dharma é definido como a lei moral e religiosa que regula o comportamento individual, podendo também ser definido como a missão ou propósito de vida do indivíduo.

Considerando a lei da física "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário" ou considerando a relação causa-consequência, o entendimento do Karma simplifica-se e torna-se claro que este não é, por definição, nem positivo nem negativo. O Karma é o que fazemos dele, ou seja, as consequências lógicas decorrentes das nossas ações.

A grande questão espiritual que gira em torno do Karma é a agitação e alteração das linhas da vida provocadas por cada ação, cuja consequência não tem um efeito estanque, mas antes um efeito contínuo de reflexos – que podemos explicar através do efeito borboleta. 

A lei do Karma e o efeito borboleta

O efeito borboleta, foi analisado pela primeira vez em 1963, pelo meteorologista, matemático e filósofo Edward Lorenz, e assinala que até a mais pequenas das alterações pode conduzir a consequências impressionantes e imprevisíveis. Atendendo a que vivemos em coexistência, não só com outros seres humanos, mas com todo um grande ecossistema, as escolhas que fazemos e as nossas ações podem afetar muito mais do que imaginamos.

Tomemos um exemplo simplório, mas ilustrativo: durante muito tempo, o gato foi visto como símbolo de bruxaria, o que levou o Papa Gregório IX a declará-lo como uma “criatura diabólica”, no início do século XIII. Esta ação desencadeou o extermínio de gatos por toda a Europa. Esta crença desinformada ditou uma ação – o extermínio dos gatos – que causou o aumento da população de ratos e ratazanas nas cidades. Quando no século XIV a Peste Negra assolou a Europa, a diminuição da população felina facilitou a propagação da doença, transmitida pelos roedores. Este foi um dos episódios mais negros da história, que levou à morte de milhares de pessoas. Compreendemos assim que um ato simples teve consequências de dimensões muito superiores às previstas. As consequências da decisão do Papa Gregório IX não ficaram por aqui, se considerarmos o impacto da Peste Negra na economia e política no continente Europeu.

Este exemplo, muito simplificado, deixa claro que a mais pequena das ações pode gerar reações com as mais elevadas dimensões, perpetuadas por um período indefinido de tempo.

A lei do Karma e o “destino”

A lei do Karma impele-nos a compreendermos que gozamos de livre arbítrio e que, dependendo da forma como o aplicamos, estamos a gerar consequências positivas ou negativas. Esclarece-nos sobre a liberdade de escolha e sobre a forma como as nossas ações escrevem o nosso “destino”.

Assim fica claro que, mesmo existindo variáveis nas nossas vidas que não conseguimos controlar, ditamos sim a forma como agimos perante as mesmas. Portanto, grande parte do nosso futuro não é exatamente “destino”, mas antes um caminho trilhado por nós ao longo da vida.

Esta é uma conclusão extremamente relevante se considerarmos que influencia a nossa postura na vida e nos incentiva a tomar-lhe as rédeas, em vez de agirmos como mero peão num jogo fatalista. A lei do Karma altera também a perceção sobre as artes divinatórias, que deixam de ser encaradas como uma visão de um futuro estanque e imutável, e passam a ser compreendidas como instrumento de esclarecimento sobre nós mesmos e o mundo que nos rodeia. Bem como oráculo que oferece uma pré-visualização da tendência de acontecimentos mediante as ações passadas e presentes do consultante.

Nesta nova compreensão, as artes divinatórias tornam-se mais poderosas dando ao consultante a informação necessária para reajustar as suas atitudes e construir um futuro mais interessante para si.

No próximo artigo falaremos sobre Karma e Vidas Passadas. Fique atento!

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